segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

As Mensagens das Profecias

O fim do mundo ou o terminar de um ciclo é um tema recorrente nas visões dos profetas de diferentes épocas. Apesar de origens, tradições e religiões diferentes, as suas visões e filosofias são idênticas.
Em baixo citamos algumas profecias e profetas que ainda não foram mencionados neste blog:

Joaquim de Flore (1132-1202):

Fala da chegada de um novo guia espiritual, uma personagem com grande carisma, rodeado de doze apóstolos e que ajudará a humanidade em tempos difíceis. Prevê catástrofes naturais, grandes subversões e a vinda do anticristo. Joaquim de Flore refere-se ao tempo em que vivemos e anuncia a chegada de um novo ciclo após aquilo a que chama o final da história: “um novo ciclo humano, feito de pureza, alegria e amor fraterno”.

Virgem de La Salette :

A mensagem revelada às crianças pela virgem é sobre o fim dos valores religiosos (fala dos sacerdotes que se deixaram corromper e do final da Igreja), as provações, o apocalipse e a terra renovada.

Profecia budista das três chaves perdidas:

Esta profecia foi publicada em 1951 por Martin de Hauteclaire, que a recolheu de um mestre espiritual, na fronteira birmanesa.
A profecia fala no tempo dos zângãos, que é o tempo dos comerciantes, o da nossa sociedade de consumo. A seguir vem o tempo da besta, que é o tempo do fim. Esta profecia anuncia acontecimentos perturbadores para o nosso planeta, mas segundo a mesma “o fim não será um derradeiro fim, mas o fim de um ciclo”.
Tal como acontece em outras profecias, relata-nos a chegada de uma personagem messiânica e refere que alguns povos sobreviverão aos tempos difíceis, serão os escolhidos, aqueles que vivem mais de acordo com o caminho.

Voluspa dos Escandinavos:

Esta profecia escandinava descreve o destino da humanidade sob a forma de um drama cósmico, onde existe uma transformação final a seguir a um período de caos.

Incêndio de kandava, o fogo dos mil sóis:

Na mitologia hindu este é o incêndio purificador que dá origem a um mundo novo. Este mito, semelhante a tantos outros de outras culturas, pode ser baseado nos ciclos de destruição e renovação a que a terra é sujeita.

Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179):

“ por cima da curvatura terrestre e a uma certa altitude, uma bola vermelha rodeada por um circulo cor de safira (…), por cima da qual cintilava uma estrela luminosa (…) os frutos da terra desapareceram, os homens morreram de morte súbita (…) uma aurora de justiça se erguerá no povo espiritual (…) De tal maneira que muitos homens ficarão estupefactos por uma tempestade tão violenta ter sido precursora desta suavidade”.

Padre Pio (Itália, 1887-1968, Mensagens do Além recebidas pela medium Marta Micol, a partir de 1977):

I. O mundo está caminhando para a ruína. O homem abandonou a rota certa para aventurar-se por veredas que terminam no deserto da violência... Se não voltar imediatamente a beber na fonte da humildade, da caridade e do amor, haverá a catástrofe.
III. Quando o mundo foi entregue ao homem, era um jardim. O homem transformou-o em um sarçal cheio de veneno. Nada serve agora para purificar a casa do homem. É necessária uma acção mais profunda, que só pode vir do céu.
IV. Preparai-vos para viver três dias de escuridão total. Esses três dias estão muito próximos... E nesses dias ficareis como mortos, sem comer e sem beber. Depois voltará a luz. Mas muitos serão os homens que não a verão mais.
VII. Sede como formigas, porque virá o tempo em que os homens se arrancarão os olhos por uma migalha de pão. As lojas serão saqueadas, os armazéns serão assaltados e destruídos. Pobre será aquele que, nesses dias tenebrosos, se achar sem uma vela, sem uma garrafa de água e sem o necessário para três meses.
VIII. Desaparecerá uma terra... uma grande terra. Um país será riscado para sempre dos mapas geográficos... E com ele serão arrastados à lama a história, a riqueza e os homens.
XII. Os homens viverão uma experiência trágica. Muitos serão arrastados pelas águas, muitos serão transformados em cinzas pelo fogo, muitos serão sepultados pelos venenos...

Profecia Tibetana :

“O Kalachakra Tibetano contém uma profecia que diz que 860 anos após a sua introdução no Tibete, que aconteceu em 1127, as condições estariam preenchidas para um período de vinte e cinco anos que culminaria no aparecimento da versão tibetana da Nova Jerusalém, a cidade secreta de Shamballa. Oitocentos e sessenta anos depois de 1127 é 1987 e 25 anos depois disso é 2012. Estas datas são também significativas em varias versões do calendário Maia.”

(Monument to the End of Time, de Weidner and Bridges)

Bíblia :

A Bíblia é um livro de sabedoria que encerra ensinamentos importantes, tal como outros livros de outras religiões. Possui também uma linguagem simbólica, o que por vezes leva a que seja mal interpretada. Para além de dar-nos algumas pistas sobre o nosso passado também contém profecias, algumas cumpriram-se. Na Bíblia existem muitas referências ao final dos tempos ou ao final deste ciclo, especialmente no Livro do Apocalipse de São João (no primeiro post deste blog há um documentário que fala deste tema), também ele escrito em linguagem simbólica.

3 comentários:

alf disse...

graças à visita de Third Eye ao meu blogue «outramargem» fiquei a conhecer este interessante blogue.

Magnificamente trabalhada a informação que apresentam, sem especulações alucinadas, como é frequente encontrar: as profecias existem, outros factos existem, explicações precisam-se.

Deixo-vos um pensamento: Newton disse que as profecias, ou o que estava escrito nos livros antigos, não se destinava a ser descodificado por nós, não eram «avisos»; o objectivo é o de que quando essas coisas acontecerem, então poderemos verificar que já estavam escritos, e isso seria a prova da existência desse conhecimento superior, de Deus.

E vou-vos dizer que creio que, em parte, ele tem razão. Porque o que vai acontecer não é nada que nós conheçamos, não pode ser descrito como uma composição de coisas conhecidas. As «profecias» que não passam de um decompor e reconstruir de coisas conhecidas serão apenas fruto da imaginação humana, porque é isso o que a imaginação faz: desconstrói o conhecido e reconstrói noutra ordem.

Mas há coisas escritas que não sabemos interpretar e que jazem ignoradas - aí poderão estar verdadeiras profecias. Mas para as entendermos precisaremos de saber do que se trata.

Está muito certa a Third Eye quando coloca um olho no Sol

yang_28 disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Third_Eye disse...

Caro Alf,
Obrigado pelas críticas construtivas e pelo pensamento de Newton (que não conhecíamos).
Quanto às profecias, certamente algumas serão mais credíveis, ou válidas, que outras. O nosso objectivo reside mais em dá-las a conhecer. (Tem razão quando diz que a imaginação desconstrói e reconstrói, mas também podemos acreditar que nem sempre ela funciona desse modo.)

Volte sempre :-)
Abraço