quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Livros Maias

O sistema de escrita maia (geralmente chamada hieroglífica por uma vaga semelhança com a escrita do antigo Egipto) era uma combinação de símbolos fonéticos e ideogramas. As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX (na sua maioria, partes relacionadas com números, calendários e astronomia), mas os maiores avanços fizeram-se nas décadas de 1960 e 1970 e daí em diante. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, na sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os códices maias logo após a conquista. Assim, a maioria das inscrições que sobreviveram são as que foram gravadas em pedra.
Os poucos livros maias existentes actualmente são os Chilam Balam (ou O Livro do Adivinho das Coisas Ocultas), o Popol Vuh, o Rabinal Achí, os Anais dos Caqchiqueles e os Códices Maias.

Os livros maias de Chilam Balam, designados pelos nomes de localidades iucatecas como Chumayel, Mani e Tizimin, são geralmente colecções de textos díspares. Os maias iucateques atribuíam estes livros a um autor lendário chamado Chilam Balam, sendo um chilam um sacerdote que fornecia oráculos. Alguns dos textos consistem mesmo em oráculos sobre a chegada dos espanhóis ao Iucatão e mencionam um chilam Balam como o seu primeiro autor. A tradição estendeu esta autoria de forma a abranger todos os textos díspares encontrados num determinado manuscrito. Os textos tratam sobretudo de história (tanto pré-hispânica como colonial), calendários, astrologia e ervas medicinais. Escritos em língua maia iucateca, os manuscritos são oriundos dos séculos XVII e XIX, embora muitos dos textos que acabaram por ser incluídos nestes livros datem do tempo da conquista espanhola. Assume-se que nos livros mais antigos, o elemento profético fosse mais proeminente. Os seus textos históricos e astrológicos são realmente esotéricos. Em várias passagens destes textos surgem pequenos fragmentos de informação importantes sobre a antiga mitologia. Além do seu valor intrínseco, os textos históricos (ou crónicas) são particularmente importantes pois estão construídos com base no calendário maia (ainda que com algumas adaptações ao sistema de calendário europeu) e contêm antigas previsões para períodos tun e baktun.
Popol Vuh, que significa livro da reunião ou comunidade, é um dos poucos livros que restaram da civilização Maia e é considerado a Bíblia maia. Trata-se de uma compilação de diversas lendas que se referem às explicações das origens dos maias e dos fenómenos naturais que os cercavam, lendas estas provenientes de diversos grupos étnicos da actual Guatemala ao sul da península do Iucatão.

Rabinal Achí é uma obra literária representativa da cultura maia pré-colombiana e foi declarada Obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2005. O nome original da obra é Xajooj Tun que significa Dança do Tambor. É um drama dinástico dos maias kek' datado do século XV e um exemplo raro das tradições pré-hispânicas. Nele misturam-se mitos da origem do povo queqchi e as relações político-sociais do povo de Rabinal, Baja Verapaz, Guatemala, os quais são expressos por meio de máscaras, dança, teatro e música. Desde a colonização que o Rabinal Achí é representado durante a festa de Rabinal.

Os Anais dos Caqchiqueles é um livro escrito na língua caqchiquel por Francisco Hernández Arana Xajilá em 1571 e completado pelo seu neto, Francisco Rojas em 1604. O livro relata a história, mitologia e lendas do povo caqchiquel. A parte mítica e lendária, preservada oralmente ao longo de séculos, foi recolhida e mantida por membros do clã Xahil. A narrativa histórica continua com os feitos de reis e guerreiros e suas várias conquistas, a fundação de aldeias e a sucessão de governantes até à época da conquista espanhola. Tal como o Popol Vuh, os anais identificam a quase lendária Tulan como o local de onde todos eram originários. A narrativa caqchiquel é bastante triste, descrevendo a partida dos ancestrais de Tulan acompanhada de maus augúrios e pressagiando morte e desapontamento.

Os Códices Maias

Códices são livros manuscritos, geralmente em pergaminho, que constituem autênticas obras de arte. Os códices vieram substituir os rolos (papiros enrolados num cilindro de madeira) comumente utilizados na antiguidade. Os códices maias são livros desdobráveis produzidos pela civilização maia pré-colombiana, produto do trabalho de escribas profissionais. Os textos estão redigidos em caracteres hieroglíficos maias que foram inscritos sobre papel mesoamericano produzido a partir da casca de algumas árvores, sobretudo algumas espécies de figueira (Ficus padifolia e Ficus cotinifolia). Este papel, conhecido geralmente pela designação náuatle amatl era chamado huun pelos maias. Os maias desenvolveram o seu huun cerca do século V e, comparado com o papiro, era mais durável e mais apropriado à escrita.
Actualmente, os códices têm os nomes das cidades onde acabaram por ficar. Apenas três códices e o possível fragmento de um quarto chegaram até à actualidade: Códice de Dresden, Códice de Madrid , Códice de Paris e Códice Grolier (ou Fragmento Grolier). O Códice de Dresden é geralmente considerado o mais importante dos que ainda restam.
Na altura em que ocorreu a conquista espanhola do Iucatão, no século XVI, existiam muitos livros deste tipo, mas foi levada a cabo a sua destruição de modo sistemático, primeiro pelos conquistadores e mais tarde pelos padres. Tais códices eram registos escritos primários da civilização maia, juntamente com as muitas inscrições em monumentos de pedra e estelas que ainda hoje existem. No entanto, a abrangência de assuntos deveria ser muito maior que os registados em pedra e nas construções, devendo ser mais parecida com a que se encontrou em cerâmicas pintadas. Estes livros foram vistos pelo clero católico e foram queimados, aparentemente porque pensavam que os livros podiam prejudicar os índios em matérias relativas à religião, uma vez que por essa altura encontravam-se no início da sua conversão. Com a sua destruição, a possibilidade de aprender algo mais sobre alguns aspectos da vida maia foi drasticamente diminuída.

- Códice de Dresden
O Códice de Dresden encontra-se na Sächsische Landesbibliothek, a biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices maias, bem como uma importante obra de arte. Muitas secções são ritualistas (incluindo os chamados almanaques), outras são de natureza astrológica (eclipses da Lua, ciclo de Vénus). O códice encontra-se escrito numa longa folha de papel dobrada de forma a produzir um livro de 39 folhas, escritas em ambas as faces. Teria sido escrito pouco tempo antes da conquista espanhola. De algum modo chegou à Europa e foi comprado pela biblioteca real da corte da Saxónia em Dresden, em 1739. Foi descodificado em 1880, tornando assim possível traduzir muitas inscrições encontradas nas ruínas e artefactos maias.


- Códice de Madrid
Apesar de a qualidade da execução ser inferior, o Códice de Madrid é ainda mais variado que o Códice de Dresden e foi elaborado por oito escribas diferentes. Encontra-se no Museo de America em Madrid, Espanha, para onde foi enviado por Hernán Cortés. É constituído por 112 páginas, anteriormente divididas em duas secções separadas, conhecidas como o Códice Troano e o Codex Cortesianus, tendo sido reunidas em 1888.


- Códice de Paris
O Códice de Paris contém profecias para tuns e katuns (sendo, neste aspecto, semelhante aos Livros de Chilam Balam) e descreve ainda o calendário Tun-Uc (calendário lunar). Foi encontrado num caixote de lixo numa biblioteca de Paris e, como tal, encontra-se em muito mau estado. Encontra-se actualmente na Bibliothèque Nationale, em Paris, França.

- Códice Grolier
Enquanto os outros três códices são conhecidos dos estudiosos desde o século XIX, o Códice Grolier surgiu apenas na década de 1970. Afirma-se que este códice maia foi encontrado numa gruta, mas a questão da sua autenticidade ainda não foi resolvida de forma definitiva. Não se trata de um códice completo, mas sim de um fragmento com 11 páginas. Encontra-se actualmente num museu no México, mas não se encontra em exibição ao público. As páginas são muito menos detalhadas do que em qualquer um dos outros códices. Cada página mostra um herói ou um deus, olhando para a sua esquerda. No cimo de cada página encontra-se um número. Ao longo da margem esquerda de cada página encontra-se o que parece ser uma lista de datas.


Dada a raridade e importância destes livros, rumores relativos à descoberta de novos códices despertam interesse. As escavações arqueológicas de sítios maias têm encontrado vários amontoados de estuque e flocos de tinta, sobretudo em túmulos. Estes amontoados são códices em que todo o material orgânico se decompôs. Os códices maias mais antigos que se conhecem foram encontrados por arqueólogos em ofertas funerárias em escavações efectuadas. Estes seis exemplares descobertos em escavações datam do período clássico inicial, do clássico tardio e pós-clássico inicial e infelizmente todos foram alterados pela pressão e humidade durante os muitos anos que permaneceram enterrados, encontrando-se reduzidos a massas de pequenos fragmentos, não sendo provável que alguma vez venham a ser lidos.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Nibiru - Hipotético 10º planeta do Sistema Solar

Nibiru é o nome de um corpo celeste da cosmologia suméria e é também o nome de um hipotético planeta pertencente ao Sistema Solar proposto por Zecharia Sitchin.
A Suméria é geralmente considerada a civilização mais antiga da humanidade. Localizava-se na parte sul da Mesopotâmia entre os rios Tigre e Eufrates e segundo dados arqueológicos, surgiu em meados do quarto milénio a.C. Esta civilização possuía bastantes conhecimentos a vários níveis, entre eles, conhecimentos astronómicos avançados. Parece que os seus observatórios obtinham cálculos do ciclo lunar que diferiam em apenas 0,4 segundos dos cálculos actuais e que tinham informações precisas sobre todos os planetas do sistema solar, incluindo Plutão (que só foi descoberto em 1930!).
Um especialista em cultura suméria é o historiador, linguista e escritor, Zecharia Sitchin. É um dos poucos estudiosos do mundo capaz de traduzir a escrita cuneiforme (assim chamada porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha), característica das civilizações mesopotâmicas. Sitchin tem traduzido os escritos das placas sumérias encontradas em pesquisas arqueológicas e tem escrito livros contendo essas traduções e as suas interpretações sobre o assunto.
Segundo este, na cultura suméria Nibiru é o 12º planeta do Sistema Solar (incluindo todos os outros 8 planetas e Plutão e denominando o Sol e a Lua como planetas). De acordo com as suas investigações e traduções, tratar-se-ia de um planeta que gira em torno do Sol numa órbita elíptica extremamente alongada (o que o torna invisível à observação na maioria do tempo), de cerca de 3600 anos. Segundo Sitchin, Nibiru e as suas duas luas teriam colidido catastroficamente com Tiamat, outro planeta hipotético localizado por Sitchin entre Marte e Júpiter. Esta colisão teria formado o planeta Terra, a Lua, o cinturão de asteróides e os cometas. Tiamat seria assim o que é agora conhecido como Terra. Os sumérios teriam descrito Nibiru como sendo quatro vezes maior do que a Terra, de cor avermelhada e responsável por grandes catástrofes na Terra (como o dilúvio citado na Bíblia) durante as suas passagens através do nosso Sistema Solar.

Os estudiosos do legado sumério têm-se se questionado como seria possível que uma civilização tão antiga tivesse informações tão precisas sobre astronomia, numa época onde supostamente não havia equipamentos tecnológicos? A resposta poderá estar no trabalho de Zecharia Sitchin. Segundo este, o conhecimento sumério sobre o sistema solar só poderia ser obtido por meio de uma fonte externa que fosse capaz de viajar pelo espaço e observar esses eventos. Assim, atribui a criação da civilização suméria aos Annunaki (ou Nefilim), uma raça extraterrestre. Há 6000 anos atrás, os Sumérios teriam conhecido um planeta chamado Nibiru e os seus visitantes, descritos pelos antigos como "raça de deuses". O linguista acredita que estes seres extraterrestres conviveram com os antigos mesopotâmicos e foram seus instrutores. Comparando as mitologias da Criação de diferentes culturas, verifica-se a coincidência de alguns mitos, que são recorrentes nas referências a uma colonização ou instrução das primeiras nações humanas por seres superiores, que vieram do espaço. Parecem existir artefactos e tabuletas cuneiformes que se referem a um planeta de onde vieram viajantes cósmicos. Há quem defenda que a herança destes aparece na avançada tecnologia dos sumérios e de outros povos ao redor do mundo.

Se os sumérios estavam correctos em relação aos planetas reconhecidos hoje, porque não poderiam estar igualmente correctos em relação a Nibiru?
De facto, há uma presença constante em muitas lendas e escritos antigos que refere um certo planeta ou astro que visitaria a Terra periodicamente. O aparecimento cíclico desse corpo celeste parece estar milenarmente ligado a catástrofes e fins de civilizações. Este corpo celeste tem sido denominado de diversas formas: na Bíblia é encontrado com o nome de Absinto, os Sumérios referem-se a Nibiru (que significa planeta da passagem, da travessia) e Marduk, entre os maias chama-se Estrela Baal, segundo os gnósticos e espiritualistas é Hercólubus. Outros nomes encontrados são Barnard I, Anã Vermelha, Némesis, Ra. Seja qual for o nome, todos parecem referir-se ao mesmo corpo celeste.
O seu período orbital varia entre os seus defensores, há quem afirme que seja cerca de 6600 anos, outros afirmam que é de 3600 anos. Há relatos de um ancião maia que diz que os maias conheciam este astro e que lhe atribuem um período orbital de 6500 anos, visitando a Terra 4 vezes em cada ciclo de precessão (26 000 anos).
Alguns atribuem-lhe a causa do desaparecimento da Atlântida e da Lemúria, bem como a causa da extinção dos dinossauros, e vêm nele (ou melhor, na sua aproximação) o verdadeiro causador das diversas catástrofes naturais que a Terra tem sofrido. Defendem que possui uma enorme força gravitacional e que irá, entre outros efeitos, provocar a verticalização do eixo da Terra, gerando uma série de cataclismos que irão transformar totalmente a face do planeta.

Nos tempos modernos, a (re)descoberta de Nibiru ocorreu em 1930 pelos astrónomos norte-americanos William Pickering e Percival Lowell, que o denominaram “planeta X”. Os estudos sobre o planeta X intensificaram-se nos anos 70 e investigadores como Joseph Brady, Thomas Van Fladern e Robert Harrington também concluíram sobre a sua existência, baseados em estudos sobre alterações nos comportamentos orbitais de Plutão e seus satélites, chamaram-no de “planeta intruso”. Mais recentemente, estudos de Plutão mostram que determinadas peculiaridades da sua órbita - e também das órbitas de Urano e Neptuno – apenas podem ser explicadas pela existência de um planeta desconhecido.
Em 1983, o satélite IRAS (Infrared Astronomical Satellite) registou um enorme corpo celeste, na direcção da constelação de Órion, possivelmente tão grande quanto Júpiter e que poderia fazer parte do nosso Sistema Solar. Há quem afirme que seria Nibiru.

Correm rumores de que Nibiru já pode ser visto, mas que as suas observações têm sido escondidas do público em geral. Como prova de tal, dão o exemplo de no Google Sky haver uma área adulterada na constelação de Órion, onde acreditam ser-se visível Nibiru. Aparentemente, parece que tal se deve a um erro de processamento de imagem do programa. Há ainda quem afirme que Nibiru será visto em primeiro lugar em Maio de 2009 - como um pequeno objeto vermelho – em locais muito ao Sul da Terra (extremo Sul do Chile e Argentina) e que em Maio de 2011 haverá visão a olho nú por todas as pessoas.

Acerca da existência deste planeta, há muitas vozes discordantes. Há quem defenda que as traduções de Sitchin de palavras isoladas e de partes maiores de textos antigos estão incorrectas e que certos argumentos seus estão baseados nas suas interpretações pessoais dos textos. Há também quem afirme que a contagem total de planetas descodificados é de apenas 7. O selo sumério VA 243 tem 12 pontos que Sitchin identifica como sendo planetas. De acordo com Michael S. Heiser (historiador e linguista), o suposto Sol no selo VA 243 não é o símbolo sumério para o Sol (o símbolo no selo VA 243 não tem semelhança com o mesmo símbolo do Sol em centenas de inscrições sumérias), mas uma estrela e os pontos também são estrelas.
Outro aspecto questionado, entre muitos outros, é o de como tal astro está tão próximo para influenciar a Terra com o seu campo gravítico, mas não pode ainda ser observável pelos telescópios? As leis dos movimentos planetários dizem-nos que se existisse um objecto que interferisse na órbita da Terra em tão pouco tempo, este já se encontraria no interior da órbita de Saturno e facilmente seria detectado quer por astrónomos amadores, quer profissionais. Os defensores de Nibiru afirmam que a sua passagem é rápida, daí ainda não ser visível…

No entanto, muitos parecem acreditar na existência deste corpo celeste e nas suas consequências, acreditando que ele virá em breve para realizar a limpeza física e espiritual na Terra, necessária para o surgimento de uma nova Terra.


Vídeos:



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

As Mensagens das Profecias

O fim do mundo ou o terminar de um ciclo é um tema recorrente nas visões dos profetas de diferentes épocas. Apesar de origens, tradições e religiões diferentes, as suas visões e filosofias são idênticas.
Em baixo citamos algumas profecias e profetas que ainda não foram mencionados neste blog:

Joaquim de Flore (1132-1202):

Fala da chegada de um novo guia espiritual, uma personagem com grande carisma, rodeado de doze apóstolos e que ajudará a humanidade em tempos difíceis. Prevê catástrofes naturais, grandes subversões e a vinda do anticristo. Joaquim de Flore refere-se ao tempo em que vivemos e anuncia a chegada de um novo ciclo após aquilo a que chama o final da história: “um novo ciclo humano, feito de pureza, alegria e amor fraterno”.

Virgem de La Salette :

A mensagem revelada às crianças pela virgem é sobre o fim dos valores religiosos (fala dos sacerdotes que se deixaram corromper e do final da Igreja), as provações, o apocalipse e a terra renovada.

Profecia budista das três chaves perdidas:

Esta profecia foi publicada em 1951 por Martin de Hauteclaire, que a recolheu de um mestre espiritual, na fronteira birmanesa.
A profecia fala no tempo dos zângãos, que é o tempo dos comerciantes, o da nossa sociedade de consumo. A seguir vem o tempo da besta, que é o tempo do fim. Esta profecia anuncia acontecimentos perturbadores para o nosso planeta, mas segundo a mesma “o fim não será um derradeiro fim, mas o fim de um ciclo”.
Tal como acontece em outras profecias, relata-nos a chegada de uma personagem messiânica e refere que alguns povos sobreviverão aos tempos difíceis, serão os escolhidos, aqueles que vivem mais de acordo com o caminho.

Voluspa dos Escandinavos:

Esta profecia escandinava descreve o destino da humanidade sob a forma de um drama cósmico, onde existe uma transformação final a seguir a um período de caos.

Incêndio de kandava, o fogo dos mil sóis:

Na mitologia hindu este é o incêndio purificador que dá origem a um mundo novo. Este mito, semelhante a tantos outros de outras culturas, pode ser baseado nos ciclos de destruição e renovação a que a terra é sujeita.

Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179):

“ por cima da curvatura terrestre e a uma certa altitude, uma bola vermelha rodeada por um circulo cor de safira (…), por cima da qual cintilava uma estrela luminosa (…) os frutos da terra desapareceram, os homens morreram de morte súbita (…) uma aurora de justiça se erguerá no povo espiritual (…) De tal maneira que muitos homens ficarão estupefactos por uma tempestade tão violenta ter sido precursora desta suavidade”.

Padre Pio (Itália, 1887-1968, Mensagens do Além recebidas pela medium Marta Micol, a partir de 1977):

I. O mundo está caminhando para a ruína. O homem abandonou a rota certa para aventurar-se por veredas que terminam no deserto da violência... Se não voltar imediatamente a beber na fonte da humildade, da caridade e do amor, haverá a catástrofe.
III. Quando o mundo foi entregue ao homem, era um jardim. O homem transformou-o em um sarçal cheio de veneno. Nada serve agora para purificar a casa do homem. É necessária uma acção mais profunda, que só pode vir do céu.
IV. Preparai-vos para viver três dias de escuridão total. Esses três dias estão muito próximos... E nesses dias ficareis como mortos, sem comer e sem beber. Depois voltará a luz. Mas muitos serão os homens que não a verão mais.
VII. Sede como formigas, porque virá o tempo em que os homens se arrancarão os olhos por uma migalha de pão. As lojas serão saqueadas, os armazéns serão assaltados e destruídos. Pobre será aquele que, nesses dias tenebrosos, se achar sem uma vela, sem uma garrafa de água e sem o necessário para três meses.
VIII. Desaparecerá uma terra... uma grande terra. Um país será riscado para sempre dos mapas geográficos... E com ele serão arrastados à lama a história, a riqueza e os homens.
XII. Os homens viverão uma experiência trágica. Muitos serão arrastados pelas águas, muitos serão transformados em cinzas pelo fogo, muitos serão sepultados pelos venenos...

Profecia Tibetana :

“O Kalachakra Tibetano contém uma profecia que diz que 860 anos após a sua introdução no Tibete, que aconteceu em 1127, as condições estariam preenchidas para um período de vinte e cinco anos que culminaria no aparecimento da versão tibetana da Nova Jerusalém, a cidade secreta de Shamballa. Oitocentos e sessenta anos depois de 1127 é 1987 e 25 anos depois disso é 2012. Estas datas são também significativas em varias versões do calendário Maia.”

(Monument to the End of Time, de Weidner and Bridges)

Bíblia :

A Bíblia é um livro de sabedoria que encerra ensinamentos importantes, tal como outros livros de outras religiões. Possui também uma linguagem simbólica, o que por vezes leva a que seja mal interpretada. Para além de dar-nos algumas pistas sobre o nosso passado também contém profecias, algumas cumpriram-se. Na Bíblia existem muitas referências ao final dos tempos ou ao final deste ciclo, especialmente no Livro do Apocalipse de São João (no primeiro post deste blog há um documentário que fala deste tema), também ele escrito em linguagem simbólica.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mudanças Climáticas

Encontramo-nos a assistir a grandes mudanças climáticas, mas entre a comunidade científica existe uma acesa controvérsia acerca das causas destas mesmas mudanças: o ser humano, ou outro factor?
Os vídeos apresentados em baixo mostram as várias opiniões científicas sobre o tema e revelam as consequências que as alterações climáticas podem trazer. Estas alterações climáticas são um sinal de mudança em muitas profecias.

Links: http://resistir.info/climatologia/uma_mentira_conveniente.html
Vídeos:


Este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube.





Este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube

Este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube.

A Profecia dos Papas

Links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Malaquias
http://www.gnosisonline.org/Fim_dos_Tempos/Sao_Malaquias.shtml

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A Máquina de Uriel


No livro “A Máquina de Uriel – As antigas Origens da Ciência”, os autores Christopher Knight e Robert Lomas apresentam a teoria de que Enoch, um patriarca bíblico do Antigo Testamento, seria contemporâneo de uma civilização superior, extinta por um dilúvio - o qual foi provocado pelo embate de um corpo celeste com a Terra - tendo Enoch se encarregado de preservar pistas para o conhecimento cientifico e filosófico.

Resenha do livro:

Investigações científicas modernas demonstram que a Terra foi atingida muitas vezes por cometas e meteoritos. Trabalhos de laboratório sugerem que esses impactos poderiam proporcionar ondas marítimas de mais de 5 mil metros de altura, capazes de percorrer 640 quilómetros por hora. Nos últimos 10 mil anos, houveram dois impactos de tal proporção, um deles aproximadamente em 7640 a.C. e o outro em 3150 a.C., na época do conhecido Dilúvio de Noé. A “A Máquina de Uriel – As Antigas Origens da Ciência” prova que os europeus não somente sobreviveram à inundação de 7640 a.C., mas também desenvolveram uma civilização altamente avançada, dedicada a preparar-se para impactos meteóricos futuros. Construindo uma rede internacional de observatórios astronómicos sofisticados, esses astrónomos antigos criaram calendários solares, lunares e planetários exactos; mediram o diâmetro da Terra e predisseram a colisão de 3150 a.C., permitindo a reconstrução da civilização num mundo destruído. Essa era a verdadeira finalidade de estruturas megalíticas como Stonehenge. A “A Máquina de Uriel - As Antigas Origens da Ciência” constitui uma revisão de grandes eventos da humanidade, iluminados por novas e brilhantes ideias.


Link: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=uriel+machine&meta=&aq=f&oq=

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Calendário Azteca

O calendário Azteca é similar ao dos Maias.

Profecia Inca

Link: http://www.2012theodyssey.com/articles-inka.html

Os Códigos da Bíblia

Nos códigos da Bíblia existe uma referência a 2012. Esta encontra-se na última parte do 1º documentário abaixo apresentado.




Este Vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube


Este vídeo apresenta apenas a primeira parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube.

Timewave Zero

Link: http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Ching



Este vídeo contém apenas a 1ª parte da entrevista, as restantes partes encontram-se no YouTube


Este vídeo contém apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube

domingo, 4 de janeiro de 2009

As Idades do Homem

De acordo com a mitologia clássica, as Idades do Homem são um conjunto de estágios pelos quais o ser humano passa na Terra. Dois autores clássicos, em particular, falam-nos sobre estas sucessivas idades da humanidade, que progrediram de uma original e longínqua idade na qual os homens gozavam de uma existência quase divina até ao actual tempo desses autores, no qual os seres humanos se encontram rodeados de inumeráveis dores e maldades. Nesses dois relatos que sobreviveram, das antigas Grécia e Roma, esta degradação da condição humana ao longo do tempo é indicada simbolicamente através de metais de menor valor sucessivo. Os antigos denominavam-nas de Idade do Ouro, Idade da Prata, Idade do Bronze e Idade do Ferro.
No Antigo Testamento, no Livro de Daniel, Nabucodonosor teve um sonho acerca de uma estátua feita de quatro metais, o qual foi interpretado por Daniel. Se esta história deriva dos relatos clássicos mencionados em cima, isso é incerto, mas utiliza os mesmos quatro metais para descrever períodos diferentes da História. Também descreve os diferentes tipos de humanidade durante essas quatro idades.


As escrituras hindus e védicas também fazem referência a quatro idades: Satya Yuga (Idade do Ouro), Treta Yuga (Idade da Prata), Dwapara Yuga (Idade do Bronze) e Kali Yuga (Idade do Ferro). De acordo com Swami Sri Yukteswar, estas quatro idades equivalem a 12 000 anos em ordem ascendente e a 12 000 anos em ordem descendente (24 000 anos é assim a duração de um ciclo completo, o Ciclo dos Yugas é como as estações do ano, as idades são as estações da História ou as estações do Homem e todo o ciclo está relacionado com a precessão dos Equinócios). Ele explicou que tal é causado por um movimento celeste e que o sistema solar inteiro gira à volta de outra estrela, sugerindo que é esta proximidade da Terra e do Sol em relação a este grande centro que determina qual a estação do Homem ou Yuga na qual nos encontramos.
No entanto, existem diferentes opiniões em relação à duração de cada Yuga e, em particular, à data do final do Kali Yuga. Para Swami Sri Yukteswar, encontramo-nos no início da fase ascendente da Idade do Bronze. Já investigadores como John Major Jenkins, baseados em dados astronómicos mais recentes, defendem que estamos no final da fase descendente da Idade do Ferro, a ponto de mudar para a fase ascendente da mesma e outros referem ainda que estamos no final do Kali Yuga.

Satya Yuga ou Krita Yuga :
É o yuga mais elevado, onde a grande maioria das pessoas pode experimentar a espiritualidade por realização intuitiva e directa da verdade, o véu entre o reino trascendental e espiritual torna-se quase transparente. É um período livre de qualquer tipo de infelicidade ou miséria, esta era é também chamada de era dourada.


Treta Yuga:
Esta é a era do mental, em que o poder mental é posto em uso, os homens estão no poder e as invenções dissolvem a ilusão do tempo. A clarividência e a telepatia são habilidades comuns.


Dvapara Yuga:
Neste yuga a ciência floresce, as pessoas experienciam a espiritualidade em termos de energias subtis e escolhas racionais, invenções são abundantes, particularmente aquelas que dissolvem a ilusão da distância (entre pessoas e entre coisas), e o poder está geralmente nas mãos das mulheres. O final desta idade (na sua fase descendente) está associado à morte de Krishna, que foi um avatar hindu.


Kali Yuga:
É a era mais baixa, na qual a maior parte das pessoas está apenas consciente dos aspectos físicos da existência. A ênfase predominante da vida é a sobrevivência material e o poder estar maioritariamente nas mãos dos homens.


Templos, guerras e documentos escritos são características emblemáticas do Kali e Dwapara yugas. Nas épocas mais altas (Treta e Satya), a escrita é desnecessária porque as pessoas comunicam directamente através do pensamento. Os templos são também desnecessários porque as pessoas sentem a omnipresença de deus. As guerras são raras.


Existem muitas outras referências a vários tipos de idades do mundo ou idades do homem, como nos hopis (mundos), nos maias (sóis) e outras culturas da antiguidade.


Links:

http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Nebuchadnezzar%27s+statue+vision+in+Daniel+2&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=&aq=f&oq=

http://www.bibliotecapleyades.net/esp_2012_05.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Yuga

http://en.wikipedia.org/wiki/Ages_of_Man