domingo, 17 de maio de 2009

Vénus, Órion, Gémeos e Plêiades: o que têm para nos dizer?

O último grande cataclismo por que a Terra passou deu-se a 27 de Julho de 9792 a.C., levando à total destruição da mítica Atlântida. De acordo com Patrick Geryl, nesse ano Vénus, Órion, Gémeos, Plêiades e alguns outros astros ocuparam determinadas posições no céu em relação uns aos outros. Este investigador defende que em 2012 d.C. estes mesmos astros encontrar-se-ão em posições semelhantes às que ocuparam em 9792 a.C. e conjugados de modo significativo, concluindo que em 2012 se dará um novo cataclismo. Pensa-se que quando estas conjugações se verificam, algo demolidor acontece no Sol e, consequentemente, na Terra. Estas não são a causa de tal, mas um sinal ou código para nos alertar das mudanças catastróficas em curso.

No final de 9792 a.C. Vénus fez um giro retrógrado planetário à esquerda por cima da constelação de Órion e por trás da constelação de Gémeos, ficou quieto em Gémeos e depois girou de novo para Órion. Na Primavera de e Verão de 2012 d.C., Vénus fará um giro retrógrado à direita por cima da constelação de Órion, ficará quieto em Gémeos alcançando o seu ponto mais alto em 30 de Junho e girará de novo para Órion. Por essa altura, Vénus encontrar-se-á entre Órion e as Plêiades. Em 9792 a.C. Vénus alcançou o seu ponto mais alto em 25 de Dezembro.

Em 9792 a.C. este movimento de Vénus deu-se após o cataclismo, em 2012 dar-se-á, supostamente, antes. Estes opostos de antes e depois e de giro retrógrado à esquerda e à direita significam, segundo as interpretações de Geryl acerca de diversos dados, que a partir dessa altura (cataclismo de 2012) tudo acontecerá na direcção oposta: a Terra parará e recomeçará a girar na direcção oposta, o Sol começará a nascer a Oeste e a pôr-se a Este, tal como acontecia antes do cataclismo de 9792 a.C.

Alguns astrónomos encontraram uma conexão entre Vénus, Plêiades e o último dia do calendário maia: 21 de Dezembro de 2012. Antes do pôr-do-sol, no fuso horário da América Central, Vénus afundar-se-á sob o horizonte ocidental e ao mesmo tempo as Plêiades elevar-se-ão pelo horizonte oriental. Simbolicamente falando, veremos a morte de Vénus e o nascimento das Plêiades. No momento em que o Sol se afunde, Órion elevar-se-á. Foi também encontrada uma enorme estátua de um crânio, esculpida em pedra, no fundo da face ocidental da Pirâmide do Sol em Teotihuacán, assinalando um ponto em particular no horizonte ocidental: quando o Sol passa directamente em cima do crânio, as Plêiades fazem a sua primeira aparição anual antes do ocaso. Este enorme crânio alinha-se ainda com o ponto preciso no qual as Plêiades desaparecem sob o horizonte. Na noite de 12 de Agosto o Sol também se situa neste ponto do horizonte. Este é precisamente o aniversário do começo do último Grande Ciclo dos maias, que começou em 12 de Agosto de 3114 a.C. Outro estudo revelou que a grande Avenida dos Mortos em Teotihuacán foi construída para observar o ocaso das Plêiades. Ainda, as três pirâmides de Teotihuacán, a uma das quais está encostado o crânio, representam as três estrelas do Cinturão de Órion.

Em relação aos egípcios e mitologicamente falando, as Plêiades estão associadas a Seth, que infligiu o golpe mortal em Órion. Segundo algumas interpretações do seu Livro dos Mortos, está escrito que Osíris (Órion) e Seth (Plêiades) são oponentes na sua luta pelo império. Em linguagem astronómica isto significa que estão em oposição. Órion está ainda vinculado com o Sol. Em 2012, Órion e o Sol encontrar-se-ão em oposição com Vénus e as Plêiades e em finais desse ano, Vénus estará entre Escorpião, a Serpente e Ophiuchus. Segundo a mitologia, Ophiuchus salvou o caçador Órion, esmagando o Escorpião com o seu pé. Uma explicação plausível para isto pode encontrar-se nos acontecimentos ocorridos durante o desaparecimento da Atlântida. Quando Escorpião apareceu no horizonte ocidental, Órion morreu a Este e desapareceu. Por outras palavras: Escorpião deu uma dentada mortal em Órion e deu-se o cataclismo: o Este converteu-se no Oeste e vice-versa. Em linguagem astronómica: Órion reapareceu no Oeste sobre o horizonte, enquanto Ophiuchus empurrava Escorpião sob a terra, pelo Este. O Livro dos Mortos egípcio refere também que chamas solares acenderão a atmosfera de Vénus e este se tornará tão visível como a Lua, ou inclusive mais. Os maias parecem também ter descrito estes eventos: Vénus era como um segundo Sol e tinha uma cauda.

Talvez seja por todos estes dados (e quem sabe mais alguns) que tanto a civilização maia como a egípcia tenham dado tanta importância a Vénus, Órion e Plêiades, construindo vários templos com extrema precisão a fim de seguir a passagem destes astros, isto para não falarmos da extrema importância atribuída por ambas ao Sol. Mas talvez para estas civilizações o sinal mais importante do céu fosse mesmo Vénus, tendo seguido os seus movimentos de modo preciso porque sabiam que se reacenderia no céu quando se produzisse o próximo cataclismo.