quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Sol e o Milagre de Fátima

O Milagre do Sol, ocorrido em Fátima (Portugal) a 13 de Outubro de 1917, foi descrito como um bailado, no qual o Sol girou sobre si mesmo e depois precipitou-se em direcção à Terra, em zig-zag, tendo subitamente parado e voltado à sua posição habitual.

Estará este milagre relacionado com a actividade solar? Ser de algum modo uma antevisão, um aviso, do que poderá um dia acontecer ao nosso Sol? Ou de que algo perturbador acontecerá na Terra relacionado com o Sol? É apenas um pensamento que me ocorreu...
Pois este evento até poderá não ter significado nenhum, se tivermos em conta as vozes que defendem que não houve nenhum milagre relacionado com o Sol em Fátima naquele dia. Conheçamos também as fontes e os argumentos destas vozes, no mínimo dão que pensar:

Artigo "Revelações Não-Reveladas"
Fontes:



6 comentários:

alf disse...

as pessoas que comentam coisas como o que aconteceu em Fátima cometem erros graves porque partem de pressupostos que não estão provados.

Os católicos partem dos pressupostos da sua religião, os ateus da sua crença de que nada existe que os 5 sentidos não alcancem.

O que podemos verificar de todos os escritos desde a antiguidade é que os fenómenos místicos são geralmente apenas ao nível da mente, é por isso que Jesus diz que o reino de Deus não é deste mundo, significando que não actua materialmente - se actuasse "pelejariam ao seus guerreiros em minha defesa", tenho ideia de ter lido isso na Bíblia quando ele é julgado.


Os «milagres» físicos são naturalmente coisas das Igrejas, todas elas os têm, são necessários para impressionar as pessoas, incapazes de entender algo que só actua a nível mental - as pessoas são pragmáticas, se o seu Deus não é capaz de escaqueirar umas coisas e endireitar outras, para que serve? Contestar estas coisas com base na inexistência de milagres físicos é argumentar ao nível do povão ignorante.

Se um eventual Deus tivesse a possibilidade ou a vontade de agir no mundo material, fazia aparecer do nada uma monstruosa piramide e assim todos ficaríamos a saber da sua existência, não é?

as análises de Fátima feitas por ateus minimizam as duas profecias, mas elas não são muito fáceis de minimizar e esse é o grande incómodo; por outro lado, o 3º segredo perturbou excessivamente os papas. Ora os Papas não são crentes vulgares, pessoas do povo, são pessoas cultas, não se deixam impressionar por uma coisa qualquer.

De qualquer maneira, que vai acontecer um «fim do mundo», isso vai, tão certo como a Terra girar à volta do Sol, seja Fátima um embuste ou não.

yang_30 disse...

Alf, concordo consigo,sobretudo no que diz respeito às igrejas, são instituições e como tal precisam de conservar e assegurar a sua continuidade no tempo e manter o poder, por isso, sem duvida que manipulam muita coisa, sempre manipularam ( mentem e inventam quando é preciso).

Mas, se me permite, vou discordar de outras coisas que disse:

Na sua opinião, as pessoas que partem de pressupostos que não estão provados cometem erros graves (em muitos casos, isso é verdade), mas depois diz que fenómenos místicos são geralmente apenas ao nível da mente e não se manifestam a nível material, isto também não é um pressuposto? A propria ciencia parte de muitos pressupostos, veja o exemplo daqueles cientistas que dizem que é impossivel fazer isto e aquilo: dizem que não podemos viajar mais rapido que a velocidade da luz; dizem que viajar no tempo é, em prática, impossível, porque ainda não fomos visitados por viajantes do futuro (então e se tiverem a capacidade de se tornaram invisiveis e se forem aquilo a que chamamos de Ovnis?); que não podemos ser visitados por seres de outras galáxias, porque isso não é possivel (partindo do pressuposto que somos os mais espertos do universo e que nao existem civilizações muito mais avançadas, e fechando os olhos à teoria dos buracos de minhoca); eruditos que dizem que certos estados emocionais são provocados por desequilibrios quimicos no cerebro, quando sabemos que até hoje ainda ninguém conseguiu medir essas substancias que estão presentes nas sinapses ( não passa de uma hipotese, mas tem sido muito bem vendido e alimenta um bom negocio).

Depois diz que podemos verificar em todos os escritos desde a antiguidade que os fenómenos místicos são geralmente apenas ao nível da mente. Eu já li coisas em livros antigos que não são bem assim, inclusivamente na Bíblia. Quando Jesus diz que o reino dos céus ou de Deus não é deste mundo, no meu ponto de vista, ele está a referir-se àquilo que no oriente se chama de nirvana, mas isso não quer dizer que a mente não possa interferir naquilo a que chamamos plano físico e ,se acreditarmos naquilo que diz na biblia, milagres são exactamente isso, são intenções mentais que se materializam. Segundo alguns escritos, determinadas pessoas, por várias razões ,podem fazer isso. Nem tudo pode ser provado e reproduzido em laboratorio pelos religiosos cientificos (digo isto, porque, embora reconheça à ciencia muitos méritos, cada vez mais se vai parecendo com uma religião, com seus ilustres iluminados, muitos até intocáveis). O simples facto de não poder ser provado em laboratório, não quer dizer que não possa ser provado de outra forma, e mesmo assim, posso-lhe dizer que conheço alguns casos que deixam muita gente a pensar, mesmo os mais cépticos (e estão diponiveis na rede). Acredito que existem limitações e que não podemos fazer exactamente tudo ou mudar tudo o que queremos quando queremos, mas partir do pressuposto que todo o ser humano tem um potencial dentro de si e que, por uma ou outra razão, não está desenvolvido,a mim não me parece uma ideia muito louca.

yang_30 disse...

(continuação)

Depois em relação ao problema de Deus, acho que o facto de ele nunca aparecer não prova necessariamente que não exista algo (até porque a própria natureza dele pode ser essa mesmo,estar presente sem ser notado). É mais um problema que tem a ver com a nossa percepção, pode ser que seja uma força demasiado evidente mas aos nossos olhos destreinados parece não existir, assim como nao vemos o ar que respiramos, mas ele está lá! ). Existe um conceito que muitas religiões fazem de Deus. Normalmente há a ideia de que existe um Ser que está separado de tudo (um criador) e que vai manipular e julgar as coisas conforme lhe convém, mas ,e se ele não criar nada, mas sim transformar-se nas coisas? e se não houver essa separação? e se aquilo a que chamamos de Deus for a totalidade do universo, a totalidade de um organismo, em que tudo está interligado e nada pode ser totalmente independente?
Cabe a cada pessoa buscar a verdade sobre todas estas coisas, dentro e fora de si. A verdade não tem de estar em mim, nem em nenhuma ciência, autoridade ou instituição e cada um é livre de procurar como quiser, e ninguém tem o direito de impôr a sua verdades aos outros.

alf disse...

yang_30

Em minha opinião, milagres a nível da matéria parecem-me ser mais um desejo das pessoas do que outras coisas; a Igreja tinha de apresentar milagres materiais, isso é indispensável para ser aceite pelas massas. E, pessoalmente parece-me algo ilógico pensar num Deus que manda um filho e faz milagres aqui e ali.. para quê? ara as pessoas saberem que ele existe? Então, se esse Deus pudesse actuar materialmente, limitar-se-ía a fazer qualquer coisa que não deixasse dúvidas - erguia uma pirâmide, por exemplo! Por que o não faz e anda a fazer milagritos duvidosos aqui e ali?

Não podemos pensar que sabemos explicar o que se passa para além dos 5 sentidos; mas, por mim, procuro explicações que sejam logicamente consistentes com tudo o que sei e com a minha experiência, afastando cuidadosamente do caminho tudo o que possa ser fruto do meu desejo de que as coisas sejam de uma maneira ou doutra.

Que exista algo desconhecido que possa actuar ao nível da nossa mente, está de acordo com tudo o que eu sei e experimentei; que esse algo actue a nível material não está, portanto, eu só posso considerar o primeiro caso.

Note que podem existir diferentes coisas para além do que conhecemos; e podem existir extraterrestres que actuem materialmente; mas há algo, que designamos genericamente por Deus, que parece que só actua ao nível da mente. Em minha opinião, é claro, nestas coisas ninguém sabe, apenas podemos ter opiniões, estou inteiramente de acordo com o seu último parágrafo.

yang_30 disse...

Mais um testamento meu :)

Sim, eu entendo perfeitamente o que quer dizer, porque muitas vezes nós forçamos certas explicações ou gostamos de interpretar as coisas conforme aquilo que mais desejamos ou para evitar aquilo que mais tememos, isso acontece, não há dúvida (embora, outras tantas vezes, a nossa intuição esteja correcta e nós ignoramo-la, ou porque fomos educados para fazê-lo ou porque não estamos suficientemente treinados para usá-la, etc).

E, se toda a sua intuição e experiência de vida lhe diz que tudo aquilo que é visto como mais místico ou desconhecido (fora da nossa realidade/dimensão) só actua ao nível da mente, então é essa a verdade que tem de seguir.

Não me cabe a mim vir para aqui com doutrinas, converter pessoas, seja o que for (até porque eu não possuo a verdade absoluta, nem certezas absolutas, não estou ligado a nenhuma religião, nem partido, sou completamente livre para pensar aquilo que quiser e o meu caminho está longe de ter chegado ao fim), nem é essa minha intenção, mas, eu posso, dentro também daquilo que é a minha experiencia de vida (curta, é verdade, pelo menos em termos biológicos, mas nem por isso pobre e irreflectida) tentar responder às questões que coloca em cima.

Ao longo da minha vida fui pesquisando, lendo várias religiões, tradições antigas, filosofias, lendas, mitos, testemunhos, e, juntamente com minha intuição pessoal e experiencia de vida, fui formando uma ideia sobre o tema que diz respeito às questões que coloca em cima. Sobre isso, para além do que vou dizer, volto a repetir tudo aquilo que disse sobre Deus na última mensagem. Na minha opinião, o que está errado são os conceitos que se fizeram sobre Deus, as interpretações, e é importante perceber que a linguagem que se usava nos tempos antigos, hoje não pode ser a mesma, era a linguagem possível que se usava naquele tempo para que o povo pudesse compreender e muitas coisas não podem ser levadas à letra ( para que eles pudessem compreender determinadas coisas usavam-se analogias com a vida diária deles).

yang_30 disse...

(continuação)

As perguntas que coloca fazem todo o sentido e realmente parece que não há muita lógica em muitas destes assuntos. Minha visão é esta, não só Jesus é filho de Deus, como toda gente é (e a palavra filho continua sendo uma metáfora, porque na verdade não há separação, nós somos manifestações de Deus e, como tal, somos o próprio- “vóis sóis deuses”, mas como permanecemos num estado letárgico ou de sonho, não estamos conscientes disso, é como se fosse uma amnésia temporária) e o que Jesus atingiu, toda a gente pode atingir, assim como outros atingiram, como Buda, etc. A missão dessas pessoas, não era tanto provar que existe um Deus algures, mas sim libertar a mente das pessoas, acordá-las do sonho em que estão e fazê-las ver quem realmente são. A única diferença entre essas pessoas e a maioria de nós está na consciência, eles estão numa fase mais adulta e nós numa fase mais infantil, por isso eles têm acesso a recursos e a um potencial que a maior parte de nós não tem. Sou contra adorações e idolatrias, porque no fundo somos todos iguais, mas convém dizer que para obter esse poder e consciência, isso implica mudanças profundas que podem também ser graduais, e que , muitas vezes, não estão isentas de algum sofrimento, porque todos nós estamos apegados a certas coisas e para ter a acesso a essa fonte significa que é preciso prendermo-nos apenas com o simples e o essencial. Há todo um estilo de vida e comportamentos a serem mudados e isso não é muito fácil… e vai depender da fase onde se encontra cada um. Por isso, essas pessoas podem ter feito aquilo a que chamamos de milagres sim, podem ter interferido no plano físico, mas o principal objectivo não era esse. E, mesmo hoje em dia, há pessoas que o podem fazer, mesmo sem serem Cristos ou Budas, e não se encontram ao virar de cada esquina como é lógico, mas todos nós carregamos essa semente dentro de nós. Então, Deus (na verdade não tem nome e não é propriamente um Deus, não é algo que manda em tudo de forma tirânica, mas dá liberdade para que tudo siga sua própria natureza), não precisa de provar seja o que for, a natureza dele não é essa. Ele não precisa de erguer pirâmides, porque ele é tudo o que existe, tudo é uma manifestação dele e ele já está dentro de nós e não somente fora (é algo tão misterioso que não conseguimos compreender totalmente através da nossa mente comum, não pode ser apreendido intelectualmente, mas sim através de uma intuição especial que se cultiva. Não tem nome, não tem forma, mas é ao mesmo tempo a fonte de tudo e a ordem natural das coisas). Ele actua através de todas as suas manifestações, o ser humano é uma delas e somos nós que intervimos nos milagres, por isso acredito que não exista essa separação completa. O problema é um problema nosso e não de Deus, são as personagens da história que têm de tomar consciência que afinal elas são o actor da peça, têm de tirar a máscara.